O câncer de colo do útero é o terceiro mais comum entre as mulheres¹.



Nas fases iniciais,  ele é assintomático² – por isso a importância dos exames preventivos. Quando aparecem, os principais sintomas são:

? sangramento vaginal²;

? dor durante as relações sexuais²;



No estágio avançado da doença, há também sintomas como:

? obstrução das vias urinárias e intestinos²;

? náuseas e tosse²;

? perda de apetite e de peso².



Causas



O principal agente causador do câncer de colo do útero é o papilomavírus humano (HPV), que é transmitido pelo contato sexual. O HPV provoca  lesões no colo do útero, que podem se desenvolver e progredir para o câncer.



Como fatores de risco para contrair o HPV, podemos citar atividade sexual sem proteção, múltiplos parceiros sexuais, uso prolongado de contraceptivos orais, tabagismo precoce e higiene precária².



Diagnóstico



Por ser uma doença silenciosa em suas fases iniciais, é de extrema importância que a avaliação ginecológica, a colpocospia (exame do colo do útero com lentes de aumento do colposcópio para identificar células malignas e orientar biópsias, quando necessário); e o exame de Papanicolau seja realizado periodicamente.



Mesmo com a ausência de sintomas da doença, o exame de Papanicolau permite detectar alterações celulares características do HPV ou a existência de lesões pré-malignas (que podem evoluir para o câncer)³.



Prevenção



É importante saber que, na maioria dos casos, a evolução do câncer de colo do útero é lenta, passando por fases pré-clínicas detectáveis e curáveis. Devido à importância do diagnóstico precoce, as mulheres precisam consultar o ginecologista e fazer o exame de papanicolau periodicamente, a fim de prevenir a evolução das lesões³.



O uso de preservativos durante a relação sexual é indispensável, mesmo que proteja parcialmente do contágio pelo HPV. O contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal também pode causar a infecção pelo HPV¹.




O uso de preservativos durante a relação sexual é indispensável, mesmo que proteja parcialmente do contágio pelo HPV.




Referência



1) Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. INCA. Controle do câncer do colo do útero. Rio de Janeiro; 2015. [acesso em 1 de dezembro 2015]. Disponível em: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_nacional_controle_cancer_colo_utero



2) Frigato S, Hoga LAK. Assistência à mulher com câncer de colo uterino: o papel da enfermagem. Rev Bras de Cancerologia. 2003; 49(4): 209-214.



3) Ministério da Saúde (Brasil), Manual técnico: profissionais de saúde. Prevenção do câncer do colo de útero. Brasília: 2002.